Arapongas terá duas novas escolas pelo programa Mais Escolas Paraná

Prefeito Rafael Cita participou do anúncio na B3, em São Paulo. O investimento total ultrapassa R$ 58 milhões e cada unidade oferecerá 700 vagas, incluindo ensino integral. A CSInfra S/A será responsável pela construção e manutenção de 40 escolas em 31 municípios do Estado.

O prefeito de Arapongas, Rafael Cita, esteve presente nesta terça-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) para o anúncio da empresa vencedora do leilão de concessão do programa Mais Escolas Paraná. A iniciativa irá implantar duas novas unidades de ensino no município. Com deságio próximo de 18% em relação aos valores de referência, a CSInfra S/A foi definida como vencedora dos dois lotes e ficará responsável pela construção e manutenção de 40 escolas no modelo de Parceria Público-Privada (PPP).

No Lote Norte, que contou com quatro concorrentes, a CSInfra apresentou proposta de R$ 13,4 milhões por mês, com deságio de 17,12% em relação ao valor máximo de R$ 16,3 milhões. Já no Lote Sul, com três participantes, a proposta vencedora foi de R$ 15,3 milhões mensais, um deságio de 17,49% sobre o valor máximo estipulado de R$ 18,7 milhões. Segundo a Secretaria de Estado da Educação (SEED), o critério do leilão foi o menor valor de contraprestação pública mensal, garantindo economia ao Estado sem comprometer as exigências técnicas, jurídicas e financeiras do edital.

Durante o evento, o prefeito comemorou o resultado e destacou os benefícios para Arapongas. “Serão 700 novas vagas em cada um dos colégios em pontos centrais da cidade para que o ensino se desenvolva”, disse. O investimento total para a construção das duas escolas no município ultrapassa R$ 58 milhões, incluindo infraestrutura completa, equipamentos e recursos para ensino integral.

Rafael Cita ressaltou ainda a importância do ensino integral. “Agora, com a escola integral do Estado, o aluno fica o dia todo em uma estrutura moderna. Isso faz diferença na formação e no cuidado com os estudantes”, acrescentou. O programa Mais Escolas Paraná prevê a criação de cerca de 30 mil vagas em 40 escolas espalhadas por 31 municípios, sendo aproximadamente 19,7 mil voltadas ao ensino em tempo integral.

O secretário da Educação, Roni Miranda, destacou que o programa consolida o Paraná como referência nacional na educação e amplia a capacidade da rede pública. “Essa é a maior PPP de construção de escolas do Brasil e vai trazer ainda mais qualidade para a educação. O Paraná saiu da sétima posição e hoje é a melhor educação do País, resultado de uma gestão focada em aprendizagem”, afirmou. Ele lembrou que, desde 2019, o número de escolas em tempo integral cresceu de 34 para 484 unidades, com previsão de ultrapassar 500 com a conclusão do programa.

No Lote Norte, a CSInfra construirá 18 escolas em cidades como Arapongas, Cambé, Campo Mourão, Cianorte, Londrina, Mandaguaçu, Marialva, Maringá, Rolândia, Sarandi, Telêmaco Borba e Umuarama. No Lote Sul, serão 22 unidades em Assis Chateaubriand, Castro, Contenda, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guaratuba, Marechal Cândido Rondon, Matelândia, Matinhos, Morretes, Palmas, Palmeira, Palotina, Pato Branco, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, São Miguel do Iguaçu, Tijucas do Sul e Toledo.

O CEO da CSInfra S/A, Fernando Quintas, ressaltou que o projeto marca a entrada da empresa na área social. “É nosso primeiro projeto de infraestrutura social e acreditamos muito nas PPPs na educação pelo impacto que causam no Estado e no Brasil. Um projeto bem estruturado, como o do Paraná, atrai investimentos e permite que os professores foquem no que é essencial. Assumimos com o compromisso de uma execução de qualidade e com respeito ao recurso público”, afirmou.

As novas escolas terão 692 salas de aula distribuídas em três modelos, com 14, 18 ou 24 salas, de acordo com a demanda de cada região. A previsão é que 19 unidades sejam entregues até o fim de 2027 e as outras 21 até o fim de 2028. Além da construção, a CSInfra será responsável por 21 tipos de serviços de apoio, incluindo limpeza, manutenção, alimentação escolar, segurança e suporte tecnológico, enquanto a gestão pedagógica seguirá sob responsabilidade do Estado.

O investimento total do programa está estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão. Os pagamentos à empresa só começarão após o início da operação das escolas e dependerão do cumprimento de indicadores de desempenho, como qualidade dos serviços, disponibilidade e satisfação dos usuários.

Fonte: PMA .