Espetáculo com Palhaço Ritalino chega a Arapongas com sessões gratuitas no fim de semana

Apresentações acontecem no sábado e domingo no Galpão Cultural G1. Público poderá assistir gratuitamente mediante retirada de ingressos. Espetáculo já percorreu diversas cidades do Paraná e soma milhares de espectadores. Montagem aposta na interação e no humor para envolver pessoas de todas as idades.

Arapongas recebe, neste fim de semana, o espetáculo “O Melhor Show do Mundo… Na Minha Opinião”, estrelado pelo Palhaço Ritalino. As apresentações abertas ao público acontecem no sábado (18), às 19h, e no domingo (19), às 16h, no Galpão Cultural G1 – Toca das Maritacas. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados pela plataforma Sympla ou na bilheteria do local, a partir de uma hora antes de cada sessão. A Prefeitura de Arapongas apoia a iniciativa.

O projeto de circulação do espetáculo entra em sua fase final após passar por 15 cidades e alcançar público superior a quatro mil pessoas, incluindo apresentações em escolas públicas. Antes do encerramento, ainda estão previstas apresentações em unidades escolares e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) em municípios da região. A expectativa é ultrapassar a marca de cinco mil espectadores ao fim da circulação.

A montagem apresenta um enredo centrado na ausência inesperada dos artistas principais, dando espaço para que um pipoqueiro, interpretado por Ritalino, assuma o palco de forma improvisada. A partir dessa situação, o personagem constrói um espetáculo marcado pelo improviso, pela interação com o público e por situações cômicas, nas quais o próprio palhaço se torna alvo das falhas e do humor.

Ao longo da apresentação, o público é constantemente convidado a participar, seja por meio de brincadeiras, músicas improvisadas ou até integrando a cena. A proposta valoriza a relação direta entre artista e plateia, criando um ambiente dinâmico e acessível para diferentes faixas etárias.

Sobre a proposta artística, o criador do espetáculo destaca: “É a dramaturgia da vida transformada em riso. Numa análise mais vertical, pode-se dizer que na verdade pouco importa o número que o palhaço realizará, o importante é apenas ter o motivo para estar em cena e lá poder mostrar a ridicularia e beleza do ser”. Em outro momento, complementa: “Ele convida a plateia para um jogo, que se joga de dois. O palhaço faz algo e isso lança a vez para a plateia. Ela devolve e o palhaço reage, podendo se transformar e se transformar. Isso ocorre no espetáculo, que é um jogo de dramaturgia fechada, mas relação aberta”.

Para o ator Tiago Marques, responsável por dar vida ao personagem há mais de 15 anos, a circulação do espetáculo proporcionou experiências que vão além das apresentações. “Pode-se imaginar um espetáculo circense, uma apresentação teatral, com começo, meio e fim, dentro do ritual tradicional que (talvez) possa se esperar. Mas nessa circulação encontramos pérolas incríveis, antes, durante e após as apresentações. Foram momentos mágicos para nós que vivemos da poesia e da sensibilidade da arte”, afirma.

O artista também relembra os desafios enfrentados durante a turnê, incluindo deslocamentos longos e adaptações do espetáculo para diferentes espaços. “Tivemos contratempos, dengue, perrengues, adaptações no espetáculo para fazer e se adequar a cada local. Foram milhares de crianças em escolas e públicos de diversas faixas etárias. O cotidiano nesse período foi ouvir de pessoas que aquilo era o primeiro teatro que viam”, relata.

Entre as experiências marcantes, ele cita o contato com novos públicos e a importância do primeiro acesso ao teatro. “Foi uma grande responsabilidade participar da primeira vez experiência nas artes cênicas de muitos adultos e crianças. Os momentos pós-espetáculos também guardavam diálogos espirituosos com as crianças. Ouvimos diversas risadas e nos permitimos rir junto”, completa.

Tiago Marques é bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em Artes da Cena pela Unicamp, onde atualmente cursa doutorado. Com trajetória consolidada, atua como ator, diretor, compositor e produtor cultural, além de ministrar oficinas na área. Ao longo da carreira, também recebeu indicações e premiações importantes no cenário artístico paranaense.

O espetáculo tem classificação livre, duração de 50 minutos e conta com interpretação em Libras, ampliando o acesso ao público. A iniciativa integra um projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura, com apoio da Prefeitura de Arapongas.

Fonte: PMA .