O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (NOVO) ao Senado pelo Paraná. A decisão foi tomada após empate no julgamento sobre a inelegibilidade do candidato. O presidente da Corte, Luciano Carrasco Falavinha, deu o voto de desempate e confirmou a candidatura. Na mesma sessão, Dallagnol foi condenado ao pagamento de R$ 100 mil por litigância de má-fé.
O julgamento terminou inicialmente empatado em três votos a favor e três votos contrários à inelegibilidade de Dallagnol. Diante da divisão entre os integrantes da Corte, coube ao presidente do tribunal proferir o voto de desempate. Com a decisão de Falavinha, o placar final ficou em 4 a 3 pelo deferimento do registro.
Relatora votou a favor do registro
A relatora do processo, juíza Vanessa Jamus Marchi, votou pela improcedência do pedido de impugnação e pelo deferimento da candidatura de Dallagnol ao Senado. Em seu voto, declarou:
“Defiro o registro de candidatura de Deltan Dallagnol para concorrer ao cargo de senador da República pelo Estado do Paraná nas eleições gerais de 2026, declarando a não incidência das cláusulas de inelegibilidade em relação aos fatos apresentados neste processo. É assim como voto, senhor presidente”.
Durante o julgamento, o juiz Everton Jonir Fagundes Menegola apresentou entendimento divergente e votou pela inelegibilidade do ex-procurador da Lava Jato. A divergência contribuiu para o empate entre os integrantes da Corte, levando a decisão final ao presidente do TRE-PR.
Após o julgamento, Deltan Dallagnol afirmou que a decisão confirmou seu registro e sua candidatura ao Senado pelo Paraná.
“Hoje a Justiça Eleitoral confirmou nosso registro de candidatura, ou seja, confirmou nossa candidatura. Eu estarei nas urnas este ano concorrendo ao cargo de senador pelo Paraná. Esse julgamento mostra que a Justiça não se dobrou ao sistema, que a lei foi aplicada e que a Constituição foi respeitada”
Fonte: