Arapongas confirma 1.404 casos de dengue e alerta para riscos do Aedes aegypti
Boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde aponta ainda sete casos de chikungunya na cidade. Embora os índices estejam controlados, autoridades pedem que a população mantenha os cuidados para evitar criadouros do mosquito transmissor. Em todo o Paraná, já são quase 90 mil casos confirmados de dengue em 2025.
A Prefeitura de Arapongas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta quinta-feira (2) o mais recente Informe Epidemiológico da Dengue, com dados compreendidos entre os dias 14 e 27 de setembro. De acordo com o Controle de Endemias, o município registrou 8.275 notificações, sendo 1.404 casos confirmados de dengue. Desses, 1.288 foram contraídos dentro da própria cidade e 116 são casos importados. Além disso, nove casos seguem em investigação, 6.862 foram descartados e houve o registro de um óbito.
O boletim também contabilizou sete casos confirmados de chikungunya, doença igualmente transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Foram ainda registradas 11 notificações da doença e quatro casos descartados. Embora os números estejam abaixo de picos anteriores, a vigilância epidemiológica reforça a importância da prevenção e da participação da população nas ações de combate ao vetor.
Segundo Valdecir Pardini, coordenador do Controle de Endemias, os indicadores seguem relativamente baixos, mas isso não significa que o risco tenha sido eliminado. “Sempre dê uma olhada para não deixar água parada no quintal. Não podemos descuidar”, alerta Pardini.
Em âmbito estadual, o cenário é mais preocupante. O Paraná acumula 268.872 notificações, com 89.863 casos confirmados de dengue e 137 mortes em decorrência da doença neste ano. Os dados reforçam a necessidade de ações contínuas de monitoramento e eliminação de focos do mosquito.
Com a chegada da primavera e o aumento gradual das temperaturas, o ambiente se torna ainda mais propício à proliferação do Aedes aegypti. Áreas com maior acúmulo de lixo, recipientes descobertos e quintais com água parada se tornam pontos críticos de infestação. A prefeitura reforça que, além do trabalho das equipes de Endemias, a colaboração dos moradores é essencial para conter o avanço das arboviroses.
Outro ponto de atenção é a chikungunya, que, embora apresente menor incidência em comparação à dengue, também pode causar complicações graves. A doença provoca febre alta, dores intensas nas articulações e, em alguns casos, sintomas persistentes. A orientação da Secretaria de Saúde é que qualquer pessoa com sintomas procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima para diagnóstico e acompanhamento adequado.
Fonte: PMA