A Prefeitura de Arapongas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), emitiu um alerta preventivo sobre os perigos associados ao uso desmedido de plataformas digitais de apostas. A iniciativa visa orientar a população sobre o momento em que a atividade deixa de ser mero entretenimento e passa a constituir um quadro de dependência compulsiva, comprometendo a estabilidade financeira, o ambiente familiar e a saúde mental do indivíduo.
Profissionais da rede de saúde mental destacam que a transição para a adicção frequentemente ocorre de forma progressiva e discreta na rotina diária. Sinais como comprometer a renda familiar além do orçamento, acumular empréstimos, insistir em novos palpites para compensar prejuízos acumulados e ocultar perdas financeiras de parentes são indicadores claros de perda de controle, demandando intervenção profissional e suporte especializado para interromper o ciclo compulsivo.
A coordenação da unidade ressalta a importância da conscientização pública e da identificação precoce desses sintomas para garantir o cuidado adequado. “A dependência pode se manifestar de diferentes formas”, comenta a coordenadora do CAPS AD, Denise de Oliveira Muniz, ressaltando: “É importante que a população esteja informada e procure ajuda quando perceber que perdeu o controle sobre o comportamento de apostar”. Denise reforça o papel do serviço público no acolhimento dos munícipes: “a dependência pode se manifestar de diferentes formas, e as apostas on-line também podem se tornar um comportamento compulsivo, trazendo consequências financeiras, familiares e sociais. Nosso objetivo é alertar, orientar e acolher quem percebe que perdeu o controle sobre esse comportamento. Procurar ajuda é um passo importante para romper esse ciclo e retomar o controle sobre a própria vida”. A profissional lembra ainda que a abertura para o diálogo no ambiente doméstico é determinante para a mudança: “Muitas vezes, os sinais começam de forma silenciosa. Por isso, conversar sobre o assunto, sem julgamentos, é fundamental. Quando a pessoa percebe que as apostas estão ocupando um espaço excessivo em sua vida ou causando prejuízos, buscar ajuda pode ser o primeiro passo para mudar essa realidade”.
Como medida complementar de proteção, o poder público orienta a utilização do mecanismo oficial de autoexclusão disponibilizado pelo Governo Federal por meio do portal gov.br, que permite ao cidadão solicitar o bloqueio de seu acesso a plataformas de apostas autorizadas pelo prazo desejado. A equipe do CAPS AD lembra que a autoexclusão atua como barreira técnica, mas deve ser associada ao tratamento terapêutico e ao acolhimento presencial fornecidos na sede do serviço, localizada na Rua Marabu, nº 1068, Centro, ou pelo telefone/WhatsApp (43) 3902-1823. “A autoexclusão pode ser utilizada como uma estratégia de proteção e de apoio à decisão de interromper as apostas, mas, quando já existem sinais de dependência ou prejuízos importantes, é fundamental também buscar acompanhamento especializado”, destaca a coordenadora.
Fonte: PMA .


