Kiev tem 2,6 mil prédios residenciais sem aquecimento após ataque russo
Bombardeio noturno atingiu infraestruturas energéticas em várias regiões da Ucrânia. Temperaturas negativas agravam situação, e moradores relatam falta de luz, gás e serviços básicos.
Mais de 2,6 mil edifícios residenciais em Kiev ficaram sem aquecimento nesta quinta-feira (12), após um novo ataque aéreo noturno das forças russas contra infraestruturas energéticas da Ucrânia. Ao todo, foram lançados 24 mísseis e 29 drones.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, 15 dos 24 projéteis de longo alcance foram interceptados pelos sistemas de defesa antiaérea. Os demais nove mísseis balísticos e 19 drones atingiram 13 alvos nas regiões de Kiev, Kharkiv, Dnipro e Odessa.
O prefeito da capital, Vitali Klitschko, informou que quase 2,6 mil prédios ficaram sem aquecimento após os bombardeios da noite anterior. Ele acrescentou que mais de mil edifícios já estavam sem o serviço em razão de ataques recentes.
Há meses, Rússia e Ucrânia vêm atingindo estruturas estratégicas que impactam o fornecimento de eletricidade e gás à população. A situação se torna ainda mais crítica devido às temperaturas negativas registradas nesta época do ano.
Segundo a Anistia Internacional (AI), a Ucrânia perdeu mais da metade da capacidade de geração de energia, e cerca de 80% do país foi afetado por cortes emergenciais no fornecimento.
Relatos de civis e de integrantes de organizações não governamentais apontam blocos de apartamentos congelados, tubulações rompidas pelo frio, elevadores parados, celulares descarregados e interrupções nas redes de telefonia.
Para enfrentar as baixas temperaturas, muitos moradores dormem com várias camadas de roupas e recorrem a alternativas improvisadas, como fogões a querosene para aquecer tijolos e garrafas de água. Há ainda quem monte barracas dentro de casa ou utilize velas para tentar amenizar o frio, medidas consideradas arriscadas.
Fonte: Agencia Brasil