Procon de Arapongas orienta comércios sobre riscos de bebidas contaminadas com metanol

Ação conjunta entre Procon e Vigilância Sanitária foi realizada na sexta-feira (3), com foco em bares, distribuidoras e restaurantes. Estado já notificou o primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol no Paraná. Órgãos de defesa do consumidor reforçam a importância da fiscalização e do cuidado na comercialização de bebidas alcoólicas.

O Núcleo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Arapongas realizou, na tarde da última sexta-feira (3), uma ação educativa em comércios de bebidas da cidade. A iniciativa, que contou com o apoio da Vigilância Sanitária, teve como foco alertar os comerciantes sobre os riscos da contaminação por metanol em bebidas alcoólicas.

“Foi uma atividade de orientação para esclarecer dúvidas dos comerciantes em como agir nessa situação. Estamos à disposição para auxiliar e atuar em conjunto com os demais órgãos públicos”, afirmou a coordenadora do Procon de Arapongas, Fabiani Barbist.

A mobilização local acompanha a recomendação administrativa emitida pelo Procon-PR, em conjunto com os Procons Municipais do Estado, no dia anterior (2). O documento é direcionado a bares, restaurantes, distribuidoras e demais estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, direta ou indiretamente. O objetivo é reforçar as orientações sobre segurança, fiscalização e cuidados que devem ser adotados para evitar a exposição do consumidor ao metanol, substância altamente tóxica.

Entre os principais alertas, o Procon orienta que consumidores evitem adquirir bebidas vendidas a preços muito abaixo do mercado ou sem emissão de nota fiscal. Para os comerciantes, o recado é claro: é essencial observar o manuseio correto dos produtos, respeitar as normas do Código de Defesa do Consumidor, que prevê responsabilidade solidária e objetiva em caso de danos.

Outros pontos reforçados na ação incluem a proibição do transvase ou recondicionamento de bebidas, além da retirada de produtos sem rótulo ou nota de procedência dos estoques e pontos de venda. Em caso de suspeita sobre a origem ou segurança dos produtos, a recomendação é acionar imediatamente as autoridades sanitárias para análise e investigação.

“É imprescindível que as empresas exijam e guardem notas fiscais de compra e documentos comprobatórios que permitam o rastreio dos produtos comercializados. A venda de produtos impróprios para o consumo e que tragam qualquer prejuízo ao consumidor deverá ser suportada pelas empresas”, afirmou o secretário de Justiça e Cidadania do Paraná, Valdemar Jorge.

“Além da recomendação, os órgãos de defesa do consumidor estão intensificando os processos de fiscalização a estabelecimentos”, completou a coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano.

A preocupação se intensificou após a confirmação de um caso suspeito de intoxicação por metanol no Paraná. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) notificou, nesta sexta-feira (3), o primeiro possível caso da substância no Estado, envolvendo um homem de 60 anos, morador de Curitiba. O paciente foi hospitalizado no dia 1º, após um atropelamento, e relatou consumo de bebida destilada antes do acidente. Seu estado de saúde é grave, com sintomas compatíveis com intoxicação por metanol, segundo boletim da Sesa.

Para apoiar os atendimentos, o Estado conta com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que presta suporte a profissionais de saúde em casos suspeitos de envenenamento. Os serviços de saúde — públicos ou privados — devem acionar o CIATox para orientação imediata e correta conduta médica. Canais de contato incluem o número 0800 0410 148 (Curitiba), (43) 3371-2244 (Londrina), (44) 3011-9127 (Maringá) e (45) 3321-5261 (Cascavel).

A Sesa também informou que o Estado estuda a compra emergencial de ampolas do antídoto para intoxicação por metanol. A medida busca garantir uma resposta rápida aos casos suspeitos, diante do risco potencial à vida dos consumidores.

A intoxicação por metanol pode provocar sintomas graves. Nas primeiras seis horas após a ingestão, sinais como sonolência, tontura, náuseas, vômitos, dor abdominal e confusão mental podem surgir. Após esse período, entre 6 e 24 horas, há risco de visão turva, fotofobia, perda de visão das cores, convulsões e até coma. Caso haja suspeita de ingestão, a recomendação é buscar atendimento médico imediato em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital.

O Procon-PR reforça que denúncias podem ser feitas através dos canais oficiais disponíveis em: https://www.procon.pr.gov.br/Pagina/Formas-de-Atendimento.

Fonte: PMA