Seis são indiciados por envolvimento em desvios de recursos do Hospital Universitário de Londrina

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Por G1 PR e RPC Londrina

A Divisão de Combate à Corrupção (DCCO) de Londrina, no norte do Paraná, concluiu as investigações e indiciou seis pessoas investigadas por envolvimento em desvios de recursos do Hospital Universitário (HU) por meio de prestação de serviços médicos por empresas terceirizadas.

As investigações começaram após a morte de uma servidora da instituição. Lucélia Pires Ferreira, tinha 56 anos, e foi encontrada morta em um rio em Porecatu, na região norte, em outubro de 2018.

A servidora atuava na secretaria da Diretoria Clínica do HU e, conforme as investigações, as empresas que recebiam verbas irregularmente tinham ligação com Lucélia. Conforme a DCCO, Lucélia atuava fraudando documentos e processos de pagamentos de benefícios.

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De acordo com a DCCO, os desvios ocorreram entre 2016 e 2018 e, conforme a auditoria interna da Universidade Estadual de Londrina (UEL), geraram prejuízo de R$ 766.815,20 aos cofres públicos.

Quatro foram indiciados pelos crimes de peculato, fraude à licitação, falsificação de documento público e constituição de organização criminosa. Os indiciados são um filho e um genro de Lucélia, uma médica e outro homem. A DCCO não revelou os nomes.

O advogado que representa a família de Lucélia disse que não teve conhecimento sobre a conclusão do inquérito e, por isso, não vai se manifestar.

Duas pessoas, a ex-superintendente do HU, Elisabeth Ursi, e a ex-diretora clínica do hospital, Susana Lilian Weichamann, responderão por prevaricação. Para a DCCO, as duas não suspenderam o contrato com a empresa do genro da servidora, mesmo depois de tomarem conhecimento do elo entre os dois.

Elisabeth Ursi disse que não vai comentar porque não tem informações sobre as investigações e não teve acesso a conclusão do inquérito.

G1 tenta localizar a defesa de Susana Lilian Weichamann.

Durante as investigações, 68 pessoas prestaram depoimentos e seis foram interrogadas. No total, o inquérito tem 6.823 páginas.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR).

Segunda investigação

A Divisão de Combate à Corrupção (DCCO) ainda abriu um segundo inquérito para investir o desvio de mais de R$ 1,2 milhão. Conforme as investigações, os desvios estão relacionados com os mesmos indiciados e uma terceira empresa envolvida, que também atua no ramo de terceirização de serviços médicos.

Fonte: G1 Paraná

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