Trump convocará reunião do Conselho da Paz na quinta-feira, informa Casa Branca

Encontro em Washington deve anunciar mais de US$ 5 bilhões para reconstrução e ajuda humanitária em Gaza. Países também se comprometeram a enviar funcionários para força internacional de estabilização. Vaticano não participará da iniciativa, e proposta enfrenta críticas de especialistas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizará na quinta-feira, em Washington, uma reunião do chamado Conselho da Paz. Segundo a Casa Branca, durante o encontro será anunciado que países integrantes se comprometeram a destinar mais de US$ 5 bilhões para ações de reconstrução e ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

A informação foi confirmada pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que afirmou que os Estados-membros também prometeram disponibilizar milhares de funcionários para compor uma força internacional de estabilização em Gaza.

De acordo com o plano apresentado por Trump para a região — que levou a um frágil cessar-fogo em outubro — o conselho deverá supervisionar uma administração temporária do território. Posteriormente, o presidente afirmou que o órgão, sob sua liderança, seria ampliado para atuar também em outros conflitos internacionais.

A Itália e a União Europeia informaram que pretendem participar como observadoras, já que não aderiram formalmente ao conselho.

O Vaticano, por sua vez, anunciou que não integrará a iniciativa. O cardeal Pietro Parolin, principal diplomata da Santa Sé, declarou que a condução de crises internacionais deve permanecer sob responsabilidade das Nações Unidas. O papa Leão 14, primeiro pontífice norte-americano e crítico de algumas posições de Trump, havia sido convidado a integrar o conselho em janeiro.

Especialistas em direitos humanos avaliam que a proposta de um conselho liderado por Trump para supervisionar a gestão de um território estrangeiro se assemelha a um modelo de estrutura colonial. O grupo, lançado no mês passado, também foi alvo de críticas por não incluir representantes palestinos.