Após fortes terremotos, Venezuela registra quase 3 mil mortes

A Venezuela enfrenta uma grave crise humanitária após dois terremotos que atingiram sua região costeira. Segundo dados oficiais divulgados pelo governo, o número de vítimas fatais chegou a 2.954, enquanto milhares de pessoas seguem afetadas pela destruição causada pelos tremores.

Entre os sobreviventes está Juan Zapata, morador de La Guaira, que permaneceu soterrado por mais de dois dias antes de ser encontrado pelas equipes de resgate. Ele contou que estava em seu apartamento quando o prédio desabou e, durante o salvamento, descobriu que havia sido lançado para um nível inferior da estrutura.

Após o resgate, Zapata recebeu atendimento médico em um hospital público e, posteriormente, foi encaminhado para um hospital de campanha administrado pela organização humanitária Samaritan’s Purse. Apesar de apresentar fraturas, cortes e outros ferimentos, ele afirmou sentir-se grato por ter sobrevivido, mesmo tendo perdido seus bens materiais.

O sobrevivente também relatou dificuldades para restabelecer contato com familiares que vivem no exterior, além de ter perdido documentos e o telefone celular durante o desastre.

As autoridades informaram que cerca de 30 mil agentes participaram das operações de resposta, com o apoio de mais de 3 mil equipes internacionais de busca e salvamento. Atualmente, mais de 16 mil pessoas permanecem desalojadas, vivendo em abrigos ou acampamentos improvisados.

Embora o número oficial de mortos esteja próximo de 3 mil, estimativas não oficiais apontam que mais de 41 mil pessoas ainda podem estar desaparecidas.

O hospital de campanha instalado com apoio do Departamento de Estado dos Estados Unidos já realizou atendimento a aproximadamente 400 pacientes, incluindo procedimentos cirúrgicos. De acordo com o diretor médico Peter Holz, o foco inicial foi o tratamento de vítimas com traumas provocados pelos terremotos, mas a expectativa é ampliar os serviços para oferecer acompanhamento médico contínuo.

A equipe da Samaritan’s Purse pretende transferir gradualmente as operações para profissionais de saúde locais, integrando equipamentos e suprimentos às clínicas da região. A expectativa é que a estrutura temporária evolua para um centro de atendimento comunitário permanente, contribuindo para a recuperação da população afetada.

Fonte: AEN