Prefeitura de Arapongas e OAB firmam parceria para implantação do projeto Justiça por Elas

Objetivo é fortalecer o apoio jurídico e social às mulheres vítimas de violência, por meio de um programa de valorização e integração com apoio jurídico especializado. A parceria foi formalizada durante a solenidade de encerramento da Campanha Agosto Lilás.

A Prefeitura de Arapongas e a Subseção de Arapongas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) firmaram um termo de cooperação para a implantação do projeto Justiça por Elas – Viva (Valorização e Integração da Vítima com Apoio Jurídico). A assinatura do acordo foi realizada na tarde desta sexta-feira, 29, durante o encerramento da Campanha Agosto Lilás, evento realizado na Câmara Municipal. Participaram da cerimônia o prefeito Rafael Cita e o presidente da OAB Arapongas, Vitor Al Majida.

A vice-presidente da OAB Arapongas, Gisele Veríssimo Paes, destacou a importância da iniciativa, afirmando que a implementação do projeto reflete um esforço conjunto para fortalecer a rede de apoio às mulheres vítimas de violência. “Nós estamos emocionados por sagrar essa iniciativa brilhante”, disse Gisele. Ela acrescentou que a colaboração entre as diversas instituições tem sido fundamental para encorajar as mulheres a denunciar os agressores. “As mulheres estão tendo bastante coragem agora (em denunciar violência) porque estão sentindo essa rede de apoio efetivamente forte”, afirmou.

Durante a solenidade, o superintendente geral de Apoio aos Municípios, Sérgio Onofre, expressou preocupação com a persistência da violência contra a mulher no país, mesmo em tempos de avanços significativos nas áreas sociais e jurídicas. “É um absurdo que, todos os anos, tenha que se fazer campanha para combater a violência contra a mulher. São coisas absurdas, porque o mundo está tão evoluído que você imagina que não exista mais isso. Mas infelizmente, existe ainda”, lamentou Onofre. Ele relembrou a criação de uma das primeiras casas de apoio às mulheres em Arapongas, que se tornou um modelo para outras cidades do Estado.

O prefeito Rafael Cita enfatizou a necessidade de trabalhar com informações claras para gerar ação em casos de violência doméstica. “Temos que trabalhar com um binômio de informação para gerar reação nesses casos”, disse Cita. Ele alertou que a falta de proteção após os episódios de violência coloca as mulheres em situações de risco. “A mulher, sem uma proteção pós-violência, ela volta para o ambiente de violência. Isso não pode; é isso que a gente tem que combater”, concluiu. O prefeito ainda reforçou a importância de garantir um ambiente seguro para as vítimas.

Além dos signatários do acordo, a cerimônia contou com a presença de diversas autoridades, como o presidente da Câmara Municipal, vereador Márcio Nicke; a delegada chefe da Delegacia da Mulher de Arapongas, Camilla Costa; a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Michele Regina Zanin; os secretários municipais de Assistência Social, Marisa Bazana, e de Políticas Públicas para a Mulher, Carla Nascimento, além de outros membros da sociedade civil e autoridades locais.

A advogada Larissa Bispo Cordeiro, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB Arapongas, foi homenageada pelo seu trabalho em prol dos direitos das mulheres, destacando-se pelo compromisso contínuo com a causa.

Campanha Agosto Lilás
O mês de agosto é dedicado à conscientização sobre a violência contra a mulher, com foco na promoção de ações educativas e de prevenção. Durante o Agosto Lilás, Arapongas realizou 34 eventos que impactaram mais de 3 mil pessoas. A cidade reafirmou seu compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e segura para as mulheres, com a união das forças públicas e da sociedade civil.

A campanha foi idealizada para marcar a sanção da Lei Maria da Penha, em 7 de agosto de 2006, que é um marco no enfrentamento à violência doméstica no Brasil. A proposta do Agosto Lilás é sensibilizar a população sobre os diversos tipos de violência contra a mulher e os canais disponíveis para denúncias, além de reforçar a importância das redes de apoio que oferecem proteção às vítimas.

Fonte: PMA